quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

NO FIO DA NAVALHA




Todos somos vulneráveis quando a força indomável da natureza
se manifesta e impõe as suas leis

Prevenir e atenuar depende do bom senso dos pequenos poderes.
Ao invés, desafia-se despudoradamente.

Constroi-se, reconstroi-se, alteram-se estruturas sem controle.

Estaremos preparados para responder a um sismo de escala 6 na área
metropolitana de lisboa?

A baixa pombalina reduzida a 20% da sua estabilidade original,
património inestimável, resistirá a um sismo idêntico ao de 1755?

Não estaremos - demasiado distraídos - a viver
no fio da navalha?

8 comentários:

Maria disse...

Provavelmente, mesmo sem estarmos distraídos.
Mas não serão as Câmaras que aprovam (ou não) as construções que vamos vendo por aí a crescer como cogumelos?

Um beijo

O Puma disse...

Maria

Como sabe o poder local
na sua expressão nacional
constitui um baluarte democrático
uma referência do 25 de Abril

Nesta matéria também tem responsabilidades mas a governamentalização a centralização
a expropriação de meios e competências dos poderes centrais
que tantas vezes impõe funcionários nomeados a decidirem
acima dos eleitos
a ausência da regionalização do país - a falta de planificação nacional - o incumprimento dos governos centrais das leis que produzem e tanto tanto mais do domínio público obrigam-nos a todos
a reflectir sobre a matéria

Uma coisa é certa
o que disse

Bjs

heretico disse...

assustador, sem dúvida!...
abraços

opolidor disse...

não estaremos... e será dramático caso aconteça.

Marreta disse...

Escala 6? Cá para mim, aquilo com um 5, com o epicentro próximo, vai tudo por água abaixo!
É evidente que não estamos preparados, nem, quanto a mim, os edifícios.

Saudações do Marreta.

lino disse...

Ainda ontem ao jantar dizia à minha companheira que não estamos preparados. Nenhuma cidade de qualquer país do mundo com estruturas antigas o está. E Lisboa continua a ser esburacada por todo o lado.
Abraço.

smvasconcelos disse...

Arrepiei-me...
bjs

bons temposhein disse...

Há os que vivem no "cabo" da navalha. Esses não se cortam...