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Até Santana Lopes apela ao bom senso na arena política onde fingem esgrimir os trangalhadanças.
Impávido Cavaco assiste na bancada - impávido mas não seguro - a mais uma tragi-comédia à portuguesa.
À porta das urnas, os espoliados de sempre, tristes e tesos, preparam-se para carregar os despojos da faena - enquanto os dois figurões encenam um duelo de sombras.
Com o "fato da comunhão" o senhor Manuel e a dona Maria deslocavam-se às
urnas com orgulho, para exercerem solenemente o direito de votar - que durante décadas lhes foi negado.
Hoje - já sem o "fato da comunhão" ouviram dizer que o próximo orçamento do estado - antes do debate na A. da R. - estava a ser discutido e acordado na esplanada da Pastelaria Estrêla, nas trazeiras de São Bento.
Deslocaram-se. Sentaram-se na esplanada - mas antes cumprimentaram a plateia com um amistoso - BOM DIA.
Ninguém respondeu.
Olharam-se e logo concluiram
Chegámos tarde à reunião.
Há quem pense não se tratar de um rasgo criativo - mas de excrecências remotas de um passado colonial tenebroso.
Seja como for - uma empresa portuguesa - apesar da crise imposta, é pioneira com sucesso na europa - após colocar no mercado
papel higiénico PRETO .
Só me espanta que desta vez nem Sócrates nem Passos Coelho
tenham participado na inauguração.
O logro da revisão constitucional tenta distrair e coisificar o desastre da desgovernação, tenta mascarar a convergência de fundo PS/PSD, distrair o país, tornar inevitável a ideia que não existem alternativas mas tão só alternâncias no poder.
PS/PSD esgrimem espadas de papelão, acordam em segredo a aprovação do próximo orçamento, ambos desejam a reeleição de Cavaco.
Porca miséria.
Um amigo sportinguista para lá do racional (como eu pelo Benfica) diz-se lagarto em vez de leão.
Seja como for desta vez o leãozinho, exibiu a juba para as bancadas, rugiu baixinho e foi justamente conduzido aos balneários.
Telefonou-me o meu amigo
- Não foi o Benfica que ganhou. Perdemos porque o Sporting jogou com a sua equipa principal.
Leões? Lagarto lagarto.
Os bancos estão com a corda ainda mais apertada
nas nossas gargantas
e o Governo diz que não que não
até que chegue o FMI
Nesta europa tresmalhada, esquecidos da sua condição de nómadas, Sarkozy ( o camafeu) e a sua bela esposa, beneficiaram da abolição das fronteiras, instalaram-se, treparam ao poder e agora tartufos - expulsam pessoas como se em França os ciganos
fossem " filhos de um deus menor"